Neste final de semana vi um dos filmes que adquiri recentemente: “Um Ato de Liberdade”. Achei que talvez seria mais um filme sobre a Segunda Guerra sem ter nada de novo ou especial, no entanto estava bem curioso para conferir. Ainda bem que me enganei, pois o filme se mostrou inovador e me surpreendeu à medida que a história tomou um rumo que desconhecia sobre a vida de alguns dos judeus naquela época.
FILME: UM ATO DE LIBERDADE (Defiance, EUA, 2008) - DRAMA
O massacre nazista durante a Segunda Guerra não é novidade de ninguém. O holocausto foi sem dúvida um dos momentos mais terríveis do Século XX, totalizando mais de 6 milhões de judeus mortos.No campo cinematográfico, temos ótimas obras que retratam esse período, como ” A LISTA DE SCHINDLER”, “O PIANISTA”, “A VIDA É BELA”, “O MENINO DO PIJAMA LISTRADO”, “OLGA” e muitos outros. No entanto, a cada ano nos deparamos com novos lançamentos de filmes sobre a Segunda Guerra e a perseguição aos judeus, sendo um deles – lançado nos EUA em 2008 e que mais recentemente saiu nas locadoras brasileiras – chamado “UM ATO DE LIBERDADE”.
Sinopse: Tuvia (Daniel Craig), Zus (Liev Schreiber) e Asael Bielski (Jamie Bell) são três irmãos judeus que vivem na Polônia ocupada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Após terem seus pais mortos, eles decidem enfrentar o inimigo e partem em direção a uma floresta na Bielorrússia. Lá, os irmãos Bielski unem-se à resistência soviética e fundam uma vila para proteger centenas de judeus.
Percebe-se pela sinopse que a história do filme gira em torno dos irmãos Bielski – Tuvia (Craig), Zus (Schreiber) e o caçula Asael (Bell). Os três se refugiam na floresta em 1941, depois de terem seus pais assassinados friamente pelo exército. Tuvia prefere se vingar dos alemães sobrevivendo, porém isso não o impede de matar os responsáveis pela morte de seus pais. Já Zus acredita na luta armada. Aí começam as diferenças entre os dois, que no decorrer do longa se agrava.
De um pequeno grupo de sobreviventes, a resistência ganha projeções enormes. A cada dia, mais e mais judeus se juntam ao grupo, fazendo com que a resistência acabe virando uma comunidade com o objetivo de sobreviver. Tuvia se torna o líder nato, salvando o máximo de vidas possíveis, enquanto Zus resolve combater ao lado do exército russo.
É um belo filme, tanto pelo enredo (que é baseado em fatos reais) quanto pela estética (figurinos e fotografia). As atuações também são na medida, emocionando e impressionando nos momentos adequados. Porém, o que mais chama atenção neste filme é o fato dos judeus lutarem contra o exército nazista para sobreviverem. Normalmente vemos judeus esqueléticos e passivos a tudo, aguardando simplesmente a morte ou se escondendo dos soldados. Já em “UM ATO DE LIBERDADE” os judeus pegam em armas e não medem esforços para salvar o máximo de vidas possíveis. Até mesmo as mulheres eram treinadas para lutar.
Há alguns momentos chocantes também, que nos faz refletir que em uma guerra por mais que você sobreviva ninguém ganha – todos perdem. Até mesmo a mais calma e gentil das pessoas pode se tornar um assassino cruel e impiedoso.
Não é uma obra-prima cinematográfica, mas sem dúvida é um bom filme. RECOMENDO MUITO!!!!!!!!!!
Abraços...










